2007   - Max Gehringer e Luiz Tejon

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          - GT Filosofia Francesa da Anpof

Luís Sérgio Lico e os participantes do III GT da Anpof -  Prof. Franklin Leopoldo e Silva, Profa. Débora Morato

III Encontro de Filosofia Francesa Contemporânea ANPOF

Não poderia terminar o ano, sem postar minhas impressões sobre o último grande evento de 2007. Grandeza implica, em meu conceito, qualidade. Eu já havia destacado o Simpósio Multidisciplinar, mas este encontro foi uma ocasião especial.

Revi amigos e conheci pessoas interessantes, ampliando meus horizontes em contato com o GT. Naturalmente gravei as comunicações nas quais estive presente, além de azucrinar a todos com meus flashes, subvertendo a seriedade do ambiente.

O evento ofereceu oportunidade de repensar importantes questões sobre o mundo contemporâneo. Os debates versaram sobre um universo de implicações que, em seu estatuto, formam sólidas referências para a pesquisa da atualidade.

Destaco as comunicações de Franklin Leopoldo e Silva, Hélio Salles Gentil, Débora Morato e Rita Paiva. Alguns mestrandos também ofereceram contribuições interessantes, como o caso de Daniel de Souza. Eu perdi a inscrição... Fica para outra vez!

O formato permitiu a imersão em vários sub-temas, o que em se tratando de um evento de caráter técnico possibilitou o contato com várias vertentes do pensamento. Naturalmente, trata-se de uma árdua batalha para a realização, em função dos problemas para conciliar agendas, patrocínio, entre outros, o que somente valoriza o esforço da produção. Sapere aude.

O acolhimento do GT pela São Judas, a nítida satisfação dos participantes demonstra o acerto da estratégia de (cada vez mais) franquear acesso a estas importantes atividades. Há um sopro de renovação no ar. Ponto para a Pós-Graduação.

Luís Sérgio Lico e James C. Hunter: - Falei com ele depois e sua mensagem geral foi: "Embora seu chefe seja um estúpido, devemos fazer a nossa parte" -  James C. Hunter

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Recebi o convite, mas fui meio cismado. De Omnibus Dubitandum. Afinal, o que se poderia esperar dos manuais e discursografias que permeiam as listas dos mais vendidos? O que podem significar estes indicadores em termos de qualidade e avanço? Onde se aplicam? Quais as teses ocultas nas entrelinhas? Assistamos ao "show" e depois, interpretemos relações.

Uma vez lá dentro, as resistências vão afrouxando e percebo o modelo que se deseja aplicar. Era sincero. Gandhi faz a abertura, trazendo suas doces e profundas ponderações. Estava realmente encarnado em João Signorelli. Recordei os tempos em que estas leituras eram mais freqüentes e ajudavam a contextualizar as coisas. Muitos ainda ignoram preceitos básicos, tais como tolerância, reflexão, coragem e dignidade. Ponto para a produção. 

Entra o convidado e discorre sobre definições. A Liderança é uma tetralogia constituída de habilidade, amor, influência e autoridade. Para sustentar isto, Hunter insiste na positividade da ação pessoal e na diferenciação entre dualismos: autoridade e poder; gerir e liderar; pirâmides invertidas. Seu forte é o impulso doutrinador que imprime à estrutura e à formação do bom hábito. Mais do que a materialidade literária, ou as idéias vale aqui o autor e seu direcionamento. Súbito me vem à mente Og Mandino, T.L Osborn ou Prem Rawhat, mas sem o brilho ou o conhecimento destes. A diferença programática é crença que medeia sua visão sobre estratégia organizacional: O Caráter. 

O conteúdo é clássico. Éticas estóico-nicomaquéias e imperativos utilitaristas; atenuadas pelo viés Cristão, Wasp ou análogo. Resolvi perguntar sobre como esta "ação pontual" ocorre em hierarquias organizacionais pré-configuradas. Aqueles entes funcionais voltados apenas a "ouvir" resultados, estipular metas e desprezar esforços individuais. Somos mais que perfis? Como demitir seu chefe, numa empresa autocrática? A questão é pertinente.

Provoquei ao citar Emerson, o filósofo do Caráter (também poeta). Hunter responde longamente sobre as vantagens da ação enquanto totalidade, mas vagamente sobre o conteúdo. Lembro de Schiller, onde cada ação humana poderia mudar o mundo! Mas, calma! Hunter é apenas um americano pragmático e objetivo, working hard para formar líderes e divulgar seu novo livro, o sétimo ou oitavo da coleção servidora. Say yes.

Gravei tudo e coloco à disposição. A surpresa não foi a resposta de Hunter, já que ele é um bom vendedor. Mas, a saudável orientação dos organizadores do evento. Ponto para a Filosofia!

Luís Sérgio Lico, Max Gehringer e Personalidades

9º Encontro de RH do ABC  - Liderança e Sustentabilidade

Foi uma experiência estética. Como? Não era para ser um encontro de Recursos Humanos? Foi bem mais que uma convenção. Não só pelo porte (+ de 2.000 profissionais), pela organização do evento, pelo tema, a orquestra, impecáveis. Mas, por ter definitivamente se consolidado como indispensável no calendário oficial do segmento.

Os Grupos do ABC provaram, mais uma vez o quanto é possível fazer com força, união e trabalho de equipe. A experiência? Explico. Nas teorias da arte e hermenêuticas, diz-se que ninguém sai ileso do encontro com uma obra de arte. A obra é plena de sentido!

Funciona assim: Neste encontro, nós já trazemos conosco a nossa pré-configuração de mundo (A soma daquilo que nos faz ser o que somos). Em contato com a obra, com a materialidade de sua configuração em relação conosco e com si mesma, nos é apresentado um desafio: Estar em contato com a situação que experienciamos e compreender seu alcance. É uma jornada!

O terceiro momento é o retorno a si próprio, quando já fomos transformados pelo contato. Não mais somos os mesmos, a relação com a obra de arte nos modificou. Gerou um conhecimento superior, que está além das métricas convencionadas: A Experiência de Si. Estamos mais plenos, mais diferenciados!

Foi uma verdadeira sinfonia. Isto, sem falar na presença de mentes iluminadas como as de Luiz Tejon e Max Gehringer, que provam o quanto vale a pena insistir em ser bom naquilo que se faz! 

Quem não foi perdeu! Vejam as fotos ao lado.

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